Mortalidade Materna

Morte materna é a morte de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término da gestação, independente da duração da gravidez. É causada por qualquer fator relacionado ou agravado pela gravidez ou por medidas tomadas em relação a ela.

A mortalidade materna se mede em número de óbitos maternos para cada 100.000 crianças nascidas vivas e é inaceitavelmente alta e preocupante no mundo e no Brasil. Cerca de 830 mulheres morrem todos os dias em decorrência da gravidez, parto ou pós-parto no mundo.

O BRASIL ATINGIU ASSUSTADORES 110,3 ÓBITOS PARA CADA 100.000 NV

A mortalidade materna no Brasil passou de 55,3 óbitos maternos para cada 100.000 nv em 2019 para 72 para cada 100.000 nv em 2020 e assustadores 110,3 para cada 100.00 nv em 2021. Há uma grande correlação entre a COVID 19 e o aumento dessa taxa no Brasil.

Taxas elevadas de mortalidade materna estão associadas à insatisfatória prestação de serviços de saúde a esse grupo, desde o planejamento sexual e reprodutivo à assistência pré-natal, ao parto e ao puerpério.

No Brasil em 2021 nasceram 2.551.942 crianças e tivemos 2.814 óbitos maternos. Como em 2020 tivemos 1.819 óbitos maternos. Isso significa, de maneira inaceitável, que temos mais de 995 óbitos maternos a mais de um ano para outro. 

O Brasil é a 13a economia do mundo, passível, então, de uma comparação com a Europa, já que a maioria dos países europeus têm um produto interno bruto menor que o brasileiro.

Na Europa, a mortalidade materna tem uma proporção de oito óbitos para cada 100.000 crianças NV. 

Se a mortalidade materna do Brasil fosse semelhante à da Europa, que é de 8 óbitos para cada 100.000 nv, então teríamos 244 óbitos para cada 100.000 nv em 2021 e seriam evitadas 2.610 mortes maternas.

O Brasil deixa muito a desejar no pré-natal, até mesmo quanto ao número de consultas. Os resultados inaceitáveis da falta de cuidados adequados podem ser verificados também nos altos índices de mortalidade materna. 

No Brasil, há muitas gestantes e seres humanos em formação, ainda intraútero, que não estão sendo cuidados adequadamente.

Para o ano de 2021, Pernambuco é a unidade da Federação com a menor taxa de mortalidade materna, alcançando 60,2 óbitos maternos para 100.000 NV. Goiás tem uma mortalidade de 164,7 óbitos maternos para 100.000 NV em 2021. Roraima tem o pior desempenho do país em taxa de mortalidade materna, alcançando para o ano de 2021 cerca de 282,4 óbitos maternos para cada 100.000 NV. Esses números são inaceitavelmente altos. É preciso uma avaliação seríssima das políticas públicas voltadas às gestantes no País.

Essas últimas taxas de mortalidade materna são extremamente altas para um País que é a 13a economia do mundo. A mortalidade materna no Brasil está com uma tendência crescente.