Voltar

Implementação da Integridade no setor público e privado

Implementação da Integridade no setor público e privado

Seminário de Gestão de Riscos, Integridade e Compliance como Instrumentos de Governança é promoção conjunta do TCE, TCM, CGE e Ministério Público

  • person Alexandre a Henrique Pereira De Araujo
  • schedule 23/11/2018
  • Atualizado em 23/03/2022
Imagem da Notícia

Seminário de Gestão de Riscos, Integridade e Compliance como Instrumentos de Governança, que está sendo realizado no auditório do Tribunal de Contas do Estado, em Goiânia, destacou hoje (23/nov) Integridade no setor público e Implementação da Integridade no setor público e privado. A palestra de abertura foi proferida pela assessora especial da presidência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Tatiana Camarão, que abordou o tema “Construindo Sistemas de Integridade no setor público”.

Definiu sistema como sendo uma engrenagem complexa no processo administrativo, dando destaque para a Lei Anticorrupção e implantação do programa de integridade. Afirmou que o grande ganho da Lei “é que passa a responsabilizar objetivamente as pessoas jurídicas com atos ilícitos e corrupção nas licitações públicas”. No ilícito contratual a empresa responde jurídica e administrativamente e as sanções são pesadas, podendo atingir em até 20% do faturamento. Além disso, compromete a imagem, restringe o cadastro em empresas condenadas, impede o recebimento de incentivos e recursos públicos, podendo até suspender as atividades empresarial entre outras punições.

A palestrante explicou a importância do processo de responsabilização e sua tramitação em todas as esferas governamentais e enfatizou a padronização dos procedimentos administrativos. Por fim destacou a dificuldade em construir um programa de integridade na administração publica que passa pelo ato de comprometer e cumprir as premissas da alta direção, fazer analise periódicas, criar código de conduta, treinamento constante, aprimorar os canis de denúncias e desenvolver um bom sistema de contratação interna e externa.

Em seguida Maria D´Abadia de Oliveira Borges Brandão, superintendente central de transparência pública da Controladoria Geral do Estado abordou “Implementação da Integridade no setor público”. A ferramenta de Identificação Preventiva de Risco e Procedimento – IPR no âmbito do poder executivo do Estado de Goiás foi o case de sua apresentação. Ela explicou que “o instrumento permite aos gestores mapear os processos de trabalho no âmbito dos órgão para identificar fragilidades que possibilitem a ocorrência de desvio de conduta e/ou procedimentos”.

Relatou as dificuldades desde 2011 em conseguir uma ferramenta eficaz e com uma metodologia com base na Lei Anticorrupção. “Atualmente conseguimos fazer o mapeamento do processo, fazer sua validação, detalhar os passos ocorridos, identificar os riscos, elaborar os planos de melhorias e desenvolver uma qualificação profissional e comunicação melhor”.

Karine Dias fechou o ciclo com o tema “Implementação da Integridade no Setor Privado”. Iniciou sua apresentação falando que as dificuldades do setor privado e público são muito parecidas para desenvolver um programa de integridade ou Compliance.  Afirmou ainda que” mapear os processos são muito importantes na aplicação dos programas e identificar e avaliar os riscos são fundamentais para o gestor começar a agir”. Entre as metodologias usadas estão as auditorias, campanhas de comunicação, monitoramento, código de condutas, políticas das empresas, treinamentos, entre outros.

Segundo Karina, as organizações são distintas e o programa de integridade nas empresas privadas têm que ser individualizados. “É muito complexo e não existe uma receita de bolo pronta, o programa tem que ser adequado a cada realidade empresarial” .

Finalizou afirmando que o Compliance traz outras vantagens para as empresas, não apenas a vigilância contra a corrupção, mas é uma ferramenta de gestão com uma série de benefícios para a administração. Ainda destacou a importância dos canais de denúncias e que os programas de integridades  devem ser bem redigidos de forma clara  e objetiva para terem eficácia. Como exemplo mostrou a diferença entre um colaborador receber um brinde ou um presente, pois o detalhe está no valor econômico “e as pessoas não sabem ainda o que pode e o que não pode”.   

O evento é fruto de parceria do TCE-GO com a editora Fórum, TCM-GO, Ministério Público estadual e Controladoria Geral do Estado e foi realizado durante dois dias (22 e 23/nov) no auditório do Tribunal de Contas do Estado.

Atendimento à imprensa

Diretoria de Comunicação

Tel: (62) 3228-2697 / 3228-2699

E-mail: imprensa@tce.go.gov.br


Atendimento ao cidadão

Ouvidoria

Tel: (62) 3228-2814 / 3228-2894

E-mail: ouvidoria@tce.go.gov.br

 

 

Implementação da Integridade no setor público e privado
Seminário de Gestão de Riscos, Integridade e Compliance como Instrumentos de Governança é promoção conjunta do TCE, TCM, CGE e Ministério Público
Por $nomeUsuarioPubli
23/03/2022

Seminário de Gestão de Riscos, Integridade e Compliance como Instrumentos de Governança, que está sendo realizado no auditório do Tribunal de Contas do Estado, em Goiânia, destacou hoje (23/nov) Integridade no setor público e Implementação da Integridade no setor público e privado. A palestra de abertura foi proferida pela assessora especial da presidência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Tatiana Camarão, que abordou o tema “Construindo Sistemas de Integridade no setor público”.

Definiu sistema como sendo uma engrenagem complexa no processo administrativo, dando destaque para a Lei Anticorrupção e implantação do programa de integridade. Afirmou que o grande ganho da Lei “é que passa a responsabilizar objetivamente as pessoas jurídicas com atos ilícitos e corrupção nas licitações públicas”. No ilícito contratual a empresa responde jurídica e administrativamente e as sanções são pesadas, podendo atingir em até 20% do faturamento. Além disso, compromete a imagem, restringe o cadastro em empresas condenadas, impede o recebimento de incentivos e recursos públicos, podendo até suspender as atividades empresarial entre outras punições.

A palestrante explicou a importância do processo de responsabilização e sua tramitação em todas as esferas governamentais e enfatizou a padronização dos procedimentos administrativos. Por fim destacou a dificuldade em construir um programa de integridade na administração publica que passa pelo ato de comprometer e cumprir as premissas da alta direção, fazer analise periódicas, criar código de conduta, treinamento constante, aprimorar os canis de denúncias e desenvolver um bom sistema de contratação interna e externa.

Em seguida Maria D´Abadia de Oliveira Borges Brandão, superintendente central de transparência pública da Controladoria Geral do Estado abordou “Implementação da Integridade no setor público”. A ferramenta de Identificação Preventiva de Risco e Procedimento – IPR no âmbito do poder executivo do Estado de Goiás foi o case de sua apresentação. Ela explicou que “o instrumento permite aos gestores mapear os processos de trabalho no âmbito dos órgão para identificar fragilidades que possibilitem a ocorrência de desvio de conduta e/ou procedimentos”.

Relatou as dificuldades desde 2011 em conseguir uma ferramenta eficaz e com uma metodologia com base na Lei Anticorrupção. “Atualmente conseguimos fazer o mapeamento do processo, fazer sua validação, detalhar os passos ocorridos, identificar os riscos, elaborar os planos de melhorias e desenvolver uma qualificação profissional e comunicação melhor”.

Karine Dias fechou o ciclo com o tema “Implementação da Integridade no Setor Privado”. Iniciou sua apresentação falando que as dificuldades do setor privado e público são muito parecidas para desenvolver um programa de integridade ou Compliance.  Afirmou ainda que” mapear os processos são muito importantes na aplicação dos programas e identificar e avaliar os riscos são fundamentais para o gestor começar a agir”. Entre as metodologias usadas estão as auditorias, campanhas de comunicação, monitoramento, código de condutas, políticas das empresas, treinamentos, entre outros.

Segundo Karina, as organizações são distintas e o programa de integridade nas empresas privadas têm que ser individualizados. “É muito complexo e não existe uma receita de bolo pronta, o programa tem que ser adequado a cada realidade empresarial” .

Finalizou afirmando que o Compliance traz outras vantagens para as empresas, não apenas a vigilância contra a corrupção, mas é uma ferramenta de gestão com uma série de benefícios para a administração. Ainda destacou a importância dos canais de denúncias e que os programas de integridades  devem ser bem redigidos de forma clara  e objetiva para terem eficácia. Como exemplo mostrou a diferença entre um colaborador receber um brinde ou um presente, pois o detalhe está no valor econômico “e as pessoas não sabem ainda o que pode e o que não pode”.   

O evento é fruto de parceria do TCE-GO com a editora Fórum, TCM-GO, Ministério Público estadual e Controladoria Geral do Estado e foi realizado durante dois dias (22 e 23/nov) no auditório do Tribunal de Contas do Estado.

Atendimento à imprensa

Diretoria de Comunicação

Tel: (62) 3228-2697 / 3228-2699

E-mail: imprensa@tce.go.gov.br

-


Atendimento ao cidadão

Ouvidoria

Tel: (62) 3228-2814 / 3228-2894

E-mail: ouvidoria@tce.go.gov.br

-


NOTÍCIAS RELACIONADAS

23 out 2026 10:38:05 calendar_today

person Gabriella Nunes De Gouvêa

Storytelling, comunicação assertiva e publicidade governamental: conheça as oficinas do Encontro Goiano de Comunicação no Setor Público

Quatro opções são oferecidas aos participantes. Vagas são limitadas

22 out 2026 14:10:28 calendar_today

person Sabryna Moreno Da Silva

TCE-GO dá 60 dias para Seduc apresentar plano de ação para corrigir fragilidades detectadas na educação antirracista

Auditoria operacional revelou que materiais didáticos comprados não foram entregues aos estudantes, entre outras fragilidades

21 out 2026 17:24:25 calendar_today

person VIVIAN CANDIDA MAIA

Projeto Diálogo Acadêmico reúne cerca de 70 estudantes universitários no TCE-GO

Turma conheceu a estrutura, atribuições e funcionamento do órgão de controle externo

21 out 2026 15:37:20 calendar_today

person VIVIAN CANDIDA MAIA

Mesa técnica no TCE-GO busca alternativas para viabilizar maternidade pública em Inhumas

TCU, TCM e órgãos estaduais participaram da reunião sobre alteração do objeto de emenda parlamentar