Baixo Peso ao Nascer

Os nascidos vivos com baixo peso ao nascer são classificados dessa forma por possuírem peso inferior a 2.500 gramas quando de seu nascimento. Em países desenvolvidos, observam-se valores em torno de 5% a 6% do total de nascidos vivos

O baixo peso ao nascer pode ser decorrente da restrição do crescimento intrauterino ou de uma menor duração da gestação ou, ainda, de uma combinação de ambos. É um preditor da sobrevivência infantil, pois, quanto menor o peso ao nascer, maior a probabilidade de morte precoce. Proporções elevadas de nascidos vivos de baixo peso estão associadas, em geral, a baixos níveis de desenvolvimento socioeconômico, a partos cesáreos com planejamento inadequado e de assistência materna e infantil deficitárias.

Mais de 80% dos 2,5 milhões de recém-nascidos do mundo que morrem a cada ano têm baixo peso ao nascer. Aqueles que sobrevivem têm um risco maior de desnutrição, problemas físicos e de desenvolvimento, na fase adulta, de diabetes e doenças cardiovasculares.

O nascimento prematuro é o principal contribuinte para baixo peso ao nascer em ambientes com muitas gestações entre adolescentes, alta prevalência de infecção ou onde a gravidez está associada a altos níveis de tratamento de fertilidade e cesarianas, como no Brasil.

Compreender e atacar essas causas subjacentes em países de alta carga deve ser uma prioridade. Em Goiás, no ano de 2021, 9,3% foram de nascimentos de baixo peso, excluídos os nascimentos cujos pesos foram ignorados. No Brasil, no mesmo período, 8,9% de nascimentos foram de baixo peso. Há uma tendência de alta nos nascidos vivos de baixo peso no País.

É importante notar que onde há mais cesarianas no Brasil, há maior incidência de baixo peso ao nascer. Quanto mais desenvolvida a região, mais casos de crianças com baixo peso ao nascer.

O estado onde se tem o menor índice de baixo peso ao nascer no Brasil é Rondônia com 7,5%. Em seguida, vem o Alagoas com 7,6%. As unidades da Federação com pior desempenho nesse indicador são o Distrito Federal, com 10,1%, e, em seguida, Minas Gerais com 9,7%.